Saint Come du-Mont
Saint Come Du-Mont - 8 de junho de 1944
Caro Francis
Fico feliz que as coisas aí estão correndo bem. As notícias que você me mandou de casa, realmente me confortaram. Principalmente agora, que chegamos e já tomamos Saint Come du-Mont.
Eu sei que estou soando um pouco triste, mas explicarei no decorrer dessa carta.
Pois bem, da ultima vez que escrevi, eu estava em Fourcaville. Esperamos até o amanhecer para seguir em frente, tendo como próxima parada o vilarejo de Vierville. Este é um dos outros vilarejos que estão nos arredores de Saint Come du-Mont.
Praticamente não havia alemães lá. Os “krauts” estavam lá somente para tentar nos segurar tempo suficiente para que as defesas de St. Come du-Mont pudessem ser reforçadas. Ao entrar no vilarejo, já pudemos escutar os alemães gritando “amerikaner!!!” (americanos). Imediatamente mandei os meus homens dispersarem e procurarem abrigo e o Sgt. Angie fez o mesmo. Enquanto os chucrutes estavam descarregando as suas armas em nós, o Angie me chamou e disse: “Oak, eles estão divididos entre os flancos direito e esquerdo, preciso de um dos seus pra flanquear esses miseráveis pelo lado esquerdo!!!”. Concordei e mandei o Fox ir com eles.
Depois que o Angie foi com o grupo dele, mandei o Judas e o Topak concentrarem fogo em qualquer um que estivesse vestido de cinza. Daí eu peguei o Nox e fomos flanquea –los pelo lado direito e enquanto estávamos saindo, pude ouvir que um dos Krauts gritou “Aufmerksamkeit, grenzen sie uns an!!!” (atenção, eles estão nos flanqueando!!!) – a única coisa que me pertubou nessa hora foi o zunido dos projéteis passando...eu achei que seria atingido nessa hora. Quando chegamos à uma posição adequada, dei a ordem e eu e o Nox começamos a atirar nos alemães. Eu pude ver a expressão deles de “Meu Deus, eu vou morrer”, mas mesmo assim não soltei o dedo do gatilho e quando o último deles caiu, o Nox gritou para o resto do grupo: “Cessar fogo, cessar fogo!!!” – Judas e Topak param de atirar e recarregam as suas armas. Então começamos à, literalmente, varrer o vilarejo dos alemães. “Linkei” o meu grupo com o do Angie e fizemos vários assaltos combinados para tomar cada casa e cada celeiro daquele vilarejo. Desentocamos os nazistas onde quer que eles estivessem. Não fizemos prizioneiros. E quando acabamos, descansamos e nos preparamos para rumar para Saint Come du-Mont.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Então eu fiquei de vigia e quando o meu turno acabou, vigiei para que os outros, que estavam vigiando, ficassem acordados. Mas, ainda bem que nada aconteceu naquela noite.
Na manhã seguinte, acordamos de madruga e já começamos à andar em direção à Saint Come du-Mont. No caminho até a cidade, os Krauts fizeram todo o tipo de barricada, tentando nos impedir de chegar até a cidade, mas fomos mais durões que eles! Arrasamos todos os grupos de alemães que se colocaram no nosso caminho e quando chegamos à estrada principal pra cidade, só pude ouvir o Fox gritar: “MG - 42!!!” e em seguida, disparos de uma metralhadora e só pude ver o resto do grupo, em desespero, procurando cobertura. E no meio dessa confusão, pude ver que um outro grupo se aproximava. Era o grupo do Sgt Stuart (estavam com ele: Cherok, Silver, Holyman e Swinger) que chegava e tentava, assim com nós, buscar abrigo. Mas o Swinger não teve tanta sorte. A metralhadora o atinge em cheio...acho que 4 ou 5 tiros no abdomen. Ele cai no chão mas ainda não morreu...continuou agonizando. Não pude suportar ver aquela cena, então gritei: “Esquadrão, Cobertura!!!” e me expus ao fogo para tirar o Swinger de lá – ele olhou pra mim, nos meu olhos e disse, cuspindo sangue: “Que droga Sarge, que droga!!! Eu tô muito mal, sarge? Que droga, eu não queria morrer aqui, queria voltar pra casa, queria voltar pra casa” – nessa hora ele morreu, morreu nos meus braços, e com seus olhos ainda abertos. Nessa hora eu não soube o que fazer, me senti tão impotente, e desejei que fosse tudo um sonho – Bob, gritou pra mim nessa hora: “OAK!!! SAIA DAÍ, DEIXE-O, ESTÁ MORTO!!! SAIA DAÍ!!!”. Então eu peguei a minha arma e gritei pro meu esquadrão:
“Judas, Fox, Topak, Nox, descarreguem nesse maldito!!! Cherok, Silver, Holyman, vcs vem comigo, vamos assaltar esse miserável pelos flancos” e em seguida gritei pro Angie: “Angie, pega seu grupo e ataque pelo outro lado!!! Vamo bora!!! Vamo Bora!!!”
Então, nessa hora eu ignorei completamente o barulho dos tiros da MG-42 e atravessei para o outro lado da estrada – Queria o sangue desse alemão à todo o custo!!!
Quando cheguei pelo o outro lado com o meu grupo, confesso que senti um enorme prazer em descarregar a minha arma naquele miserável. E logo após isso, notei um pequeno esquadrão de Krauts tentando escapar. Mas esse era um luxo que eu não dei à nenhum inimigo – mandei meus homens derrubarem todos eles, com exceção de um. Depois que tudo acabou, eu fiz esse lixo cavar uma sepultura para enterrar o Swinger e em seguida o amarrei e o larguei lá – “ele que se dane”, pensei.
Depois disso tudo, rumamos diretamente para St. Come du-Mont e no caminho, encontramos o Major Topawisk com o resto dos nosso homens: Capovich, Mac, O’Brian e Frenchman. Eles logo me perguntaram sobre o Sammy e sobre o Swinger – eu apenas respondi que ficaram pra trás e eles logo entenderam.
Finalmente chegamos em St. Come du-Mont e já começamos à bolar a nossa estratégia. O major disse: “Precisamos assegurar essa cidade, não importa o que aconteça!”; Então juntamos eu, o Angie, o Stuart e o Topawisk e bolamos um plano de assalto. O Angie atacaria pelo flanco direito, juntamente com Topawisk, o Stuart pelo flanco esquerdo e eu , por um ataque frontal. Eu levaria Nox, Topak, Cherok e Mac; o Angie levaria o Tomasso, Taylor(ambos da 82nda), Judas e Fox; o Stuart levaria o Silver, Holyman, Capovich, O’Brian e Frenchman.
Tomamos fôlego e o major gritou: “Okay, vamos lá!!!”
Lembro de ouvir os alemães gritarem: “Sie kommen!!! Schnell Feuer!!!” (Estão vindo!!! Rápido, atirem!!!). E aí, só deu pra ouvir os tiros de MG-42, os zumbidos e as explosões dos morteiros – eles estavam jogando tudo o que tinha na gente!!!. Procuramos abrigo e então eu gritei: “Nox, Topak, Cherok, concentrem o fogo na 42!!! Mac, você vem comigo!!!” Então eles começaram à atirar nos krauts e eu comecei à correm para a posição mais segura pra desviar dos tiros da 42 alemã – o Mac me seguia de perto. Colei no primeiro abrigo que encontrei e o Mac junto comigo, então tomamos fôlego e rumamos para o próximo abrigo, até que quando eu fui me virar, para sinalizar o resto do grupo, uma chuva de sangue acertou o meu rosto. Nisso, eu tropecei e caí perto do abrigo e quando consegui limpar meus olhos, vi o Mac no chão se contorcendo...havia levado um tiro no pescoço e sangrava muito. Me arrisquei e o tirei de lá, mas de nada adiantou e ele morreu ali mesmo, afogado no próprio sangue e em completa agonia. Nessa hora, percebi que se eu não me concentrasse, acabaria como ele. Então, eu dei uma olhada rápida pra onde estava a 42 e vi uma pequena vala próxima a posição alemã – gritei aos meus homens: “Tudo na 42!!! TU. DO na 42!!!” e eles logo obedeceram!!! Então corri e me atirei naquela vala, como se lá estivesse a minha salvação. Então peguei uma de minhas granadas, tirei o pino e arremessei. Ela caiu em cheio, só deu pra ouvir um grito: “ankommendes granate!!!”(granada vindo!!!) e a granada explodiu, levando os dois alemães com ela. Depois disso, continuamos avançando. Quando chegamos a um prédio que estava próximo à igreja da cidade, encontramos com o grupo do Angie e este me disse: “dia agitado não” e eu balancei a cabeça em sinal que concordava. E ele também me disse: “tem um bastardo no campanário daquela torre, precisamos derrubá-lo se quisermos tomar a igreja”, concordei!!! Então o Tomasso gritou: “Sargento, achei uma Panzerfaust!”, então o Angie disse: “O que está esperando? Uma ordem da sua mãe??? Atire contra o campanário!!!” – ele atirou e o mesmo veio abaixo. Corremos em direção da igreja e à tomamos. Quando chegamos lá, vimos alguns alemães tentando retomar a igreja, mas não deixamos, repelimos o fogo e depois que derrubamos uns 10 deles, eles começaram à recuar, mas mesmo assim, não cessamos fogo e derrubamos mais deles. Depois disso ouvimos mais sons de disparos de 42 vindos do outro lado da cidade, pra onde foi o Stuart. Fui com o meu grupo pra lá, enquanto o Angie permanecia protegendo a igreja.
Quando cheguei lá, vi nada mais, nada menos que um tanque!!!, Um Panzer, pra ser mais exato. Na hora eu gritei: “BLIN-DA-DO!!!”, os alemães ouviram e gritaram: “Mehr sie!!! Feuer, jetzt!!!” (Mais deles, atirem já!!!). Sem brincadeira, nessa hora eu pensei: “Estou morto, tem um tanque aqui!!!”. Gritei: “Procurem abrigo!!! Vão vão vão!!! Mecham-se!!!” – mas o tanque estava confuso, pois haviam dois focos atacando, o meu e o do Stuart, não sabia em quem atirar. Então eu fiz uma loucura: mandei meu esquadrão concentrar fogo, para me proteger, e corri em direção ao tanque. Isso mesmo, corri em direção ao tanque!!! Os Krauts, parece, que me escolheram com o alvo principal depois dessa – chegando no tanque, eu subi nele, tirei uma granada, tirei o pino dela abri a escotilha do tanque e joguei a granada lá dentro – dentro do tanque. Quando ela explodiu, os alemães começaram à recuar – Aí eles, realmente, começaram à recuar!!! Perceberam que perderam a única vantagem e começaram à recuar e nós começamos à atirar neles (revanche) os que não foram rápidos o suficiente, ficaram lá mesmo nas ruas da cidade como um lembrete de que os rapazes do Fox 18 tinham passado por ali.
Conseguimos tomar a cidade, ainda bem. Apesar de ter perdido um dos meus homens lá, foi um bom trabalho!
Em suma perdi mais 2 membros do meu grupo: Swinger e Mac (que eles descansem em paz – suas mortes não serão esquecidas, foram heróis) e me reencontrei com o resto do meu pessoal!!! Agora a próxima parada será em Carentan e nós tomaremos aquela cidade, pode apostar!!!
Bom Francis, lhe mandarei outra carta em breve, se DEUS quiser, é claro!!! Diga aos meus pais que está tudo bem, apenas diga isso, ok?
Assim que puder, te mandarei a Luger, mas por enquanto não – quando volta para a Inglaterra, talvez.
Ore por mim!!!
Um abraço do seu amigo,
Caro Francis
Fico feliz que as coisas aí estão correndo bem. As notícias que você me mandou de casa, realmente me confortaram. Principalmente agora, que chegamos e já tomamos Saint Come du-Mont.
Eu sei que estou soando um pouco triste, mas explicarei no decorrer dessa carta.
Pois bem, da ultima vez que escrevi, eu estava em Fourcaville. Esperamos até o amanhecer para seguir em frente, tendo como próxima parada o vilarejo de Vierville. Este é um dos outros vilarejos que estão nos arredores de Saint Come du-Mont.
Praticamente não havia alemães lá. Os “krauts” estavam lá somente para tentar nos segurar tempo suficiente para que as defesas de St. Come du-Mont pudessem ser reforçadas. Ao entrar no vilarejo, já pudemos escutar os alemães gritando “amerikaner!!!” (americanos). Imediatamente mandei os meus homens dispersarem e procurarem abrigo e o Sgt. Angie fez o mesmo. Enquanto os chucrutes estavam descarregando as suas armas em nós, o Angie me chamou e disse: “Oak, eles estão divididos entre os flancos direito e esquerdo, preciso de um dos seus pra flanquear esses miseráveis pelo lado esquerdo!!!”. Concordei e mandei o Fox ir com eles.
Depois que o Angie foi com o grupo dele, mandei o Judas e o Topak concentrarem fogo em qualquer um que estivesse vestido de cinza. Daí eu peguei o Nox e fomos flanquea –los pelo lado direito e enquanto estávamos saindo, pude ouvir que um dos Krauts gritou “Aufmerksamkeit, grenzen sie uns an!!!” (atenção, eles estão nos flanqueando!!!) – a única coisa que me pertubou nessa hora foi o zunido dos projéteis passando...eu achei que seria atingido nessa hora. Quando chegamos à uma posição adequada, dei a ordem e eu e o Nox começamos a atirar nos alemães. Eu pude ver a expressão deles de “Meu Deus, eu vou morrer”, mas mesmo assim não soltei o dedo do gatilho e quando o último deles caiu, o Nox gritou para o resto do grupo: “Cessar fogo, cessar fogo!!!” – Judas e Topak param de atirar e recarregam as suas armas. Então começamos à, literalmente, varrer o vilarejo dos alemães. “Linkei” o meu grupo com o do Angie e fizemos vários assaltos combinados para tomar cada casa e cada celeiro daquele vilarejo. Desentocamos os nazistas onde quer que eles estivessem. Não fizemos prizioneiros. E quando acabamos, descansamos e nos preparamos para rumar para Saint Come du-Mont.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Então eu fiquei de vigia e quando o meu turno acabou, vigiei para que os outros, que estavam vigiando, ficassem acordados. Mas, ainda bem que nada aconteceu naquela noite.
Na manhã seguinte, acordamos de madruga e já começamos à andar em direção à Saint Come du-Mont. No caminho até a cidade, os Krauts fizeram todo o tipo de barricada, tentando nos impedir de chegar até a cidade, mas fomos mais durões que eles! Arrasamos todos os grupos de alemães que se colocaram no nosso caminho e quando chegamos à estrada principal pra cidade, só pude ouvir o Fox gritar: “MG - 42!!!” e em seguida, disparos de uma metralhadora e só pude ver o resto do grupo, em desespero, procurando cobertura. E no meio dessa confusão, pude ver que um outro grupo se aproximava. Era o grupo do Sgt Stuart (estavam com ele: Cherok, Silver, Holyman e Swinger) que chegava e tentava, assim com nós, buscar abrigo. Mas o Swinger não teve tanta sorte. A metralhadora o atinge em cheio...acho que 4 ou 5 tiros no abdomen. Ele cai no chão mas ainda não morreu...continuou agonizando. Não pude suportar ver aquela cena, então gritei: “Esquadrão, Cobertura!!!” e me expus ao fogo para tirar o Swinger de lá – ele olhou pra mim, nos meu olhos e disse, cuspindo sangue: “Que droga Sarge, que droga!!! Eu tô muito mal, sarge? Que droga, eu não queria morrer aqui, queria voltar pra casa, queria voltar pra casa” – nessa hora ele morreu, morreu nos meus braços, e com seus olhos ainda abertos. Nessa hora eu não soube o que fazer, me senti tão impotente, e desejei que fosse tudo um sonho – Bob, gritou pra mim nessa hora: “OAK!!! SAIA DAÍ, DEIXE-O, ESTÁ MORTO!!! SAIA DAÍ!!!”. Então eu peguei a minha arma e gritei pro meu esquadrão:
“Judas, Fox, Topak, Nox, descarreguem nesse maldito!!! Cherok, Silver, Holyman, vcs vem comigo, vamos assaltar esse miserável pelos flancos” e em seguida gritei pro Angie: “Angie, pega seu grupo e ataque pelo outro lado!!! Vamo bora!!! Vamo Bora!!!”
Então, nessa hora eu ignorei completamente o barulho dos tiros da MG-42 e atravessei para o outro lado da estrada – Queria o sangue desse alemão à todo o custo!!!
Quando cheguei pelo o outro lado com o meu grupo, confesso que senti um enorme prazer em descarregar a minha arma naquele miserável. E logo após isso, notei um pequeno esquadrão de Krauts tentando escapar. Mas esse era um luxo que eu não dei à nenhum inimigo – mandei meus homens derrubarem todos eles, com exceção de um. Depois que tudo acabou, eu fiz esse lixo cavar uma sepultura para enterrar o Swinger e em seguida o amarrei e o larguei lá – “ele que se dane”, pensei.
Depois disso tudo, rumamos diretamente para St. Come du-Mont e no caminho, encontramos o Major Topawisk com o resto dos nosso homens: Capovich, Mac, O’Brian e Frenchman. Eles logo me perguntaram sobre o Sammy e sobre o Swinger – eu apenas respondi que ficaram pra trás e eles logo entenderam.
Finalmente chegamos em St. Come du-Mont e já começamos à bolar a nossa estratégia. O major disse: “Precisamos assegurar essa cidade, não importa o que aconteça!”; Então juntamos eu, o Angie, o Stuart e o Topawisk e bolamos um plano de assalto. O Angie atacaria pelo flanco direito, juntamente com Topawisk, o Stuart pelo flanco esquerdo e eu , por um ataque frontal. Eu levaria Nox, Topak, Cherok e Mac; o Angie levaria o Tomasso, Taylor(ambos da 82nda), Judas e Fox; o Stuart levaria o Silver, Holyman, Capovich, O’Brian e Frenchman.
Tomamos fôlego e o major gritou: “Okay, vamos lá!!!”
Lembro de ouvir os alemães gritarem: “Sie kommen!!! Schnell Feuer!!!” (Estão vindo!!! Rápido, atirem!!!). E aí, só deu pra ouvir os tiros de MG-42, os zumbidos e as explosões dos morteiros – eles estavam jogando tudo o que tinha na gente!!!. Procuramos abrigo e então eu gritei: “Nox, Topak, Cherok, concentrem o fogo na 42!!! Mac, você vem comigo!!!” Então eles começaram à atirar nos krauts e eu comecei à correm para a posição mais segura pra desviar dos tiros da 42 alemã – o Mac me seguia de perto. Colei no primeiro abrigo que encontrei e o Mac junto comigo, então tomamos fôlego e rumamos para o próximo abrigo, até que quando eu fui me virar, para sinalizar o resto do grupo, uma chuva de sangue acertou o meu rosto. Nisso, eu tropecei e caí perto do abrigo e quando consegui limpar meus olhos, vi o Mac no chão se contorcendo...havia levado um tiro no pescoço e sangrava muito. Me arrisquei e o tirei de lá, mas de nada adiantou e ele morreu ali mesmo, afogado no próprio sangue e em completa agonia. Nessa hora, percebi que se eu não me concentrasse, acabaria como ele. Então, eu dei uma olhada rápida pra onde estava a 42 e vi uma pequena vala próxima a posição alemã – gritei aos meus homens: “Tudo na 42!!! TU. DO na 42!!!” e eles logo obedeceram!!! Então corri e me atirei naquela vala, como se lá estivesse a minha salvação. Então peguei uma de minhas granadas, tirei o pino e arremessei. Ela caiu em cheio, só deu pra ouvir um grito: “ankommendes granate!!!”(granada vindo!!!) e a granada explodiu, levando os dois alemães com ela. Depois disso, continuamos avançando. Quando chegamos a um prédio que estava próximo à igreja da cidade, encontramos com o grupo do Angie e este me disse: “dia agitado não” e eu balancei a cabeça em sinal que concordava. E ele também me disse: “tem um bastardo no campanário daquela torre, precisamos derrubá-lo se quisermos tomar a igreja”, concordei!!! Então o Tomasso gritou: “Sargento, achei uma Panzerfaust!”, então o Angie disse: “O que está esperando? Uma ordem da sua mãe??? Atire contra o campanário!!!” – ele atirou e o mesmo veio abaixo. Corremos em direção da igreja e à tomamos. Quando chegamos lá, vimos alguns alemães tentando retomar a igreja, mas não deixamos, repelimos o fogo e depois que derrubamos uns 10 deles, eles começaram à recuar, mas mesmo assim, não cessamos fogo e derrubamos mais deles. Depois disso ouvimos mais sons de disparos de 42 vindos do outro lado da cidade, pra onde foi o Stuart. Fui com o meu grupo pra lá, enquanto o Angie permanecia protegendo a igreja.
Quando cheguei lá, vi nada mais, nada menos que um tanque!!!, Um Panzer, pra ser mais exato. Na hora eu gritei: “BLIN-DA-DO!!!”, os alemães ouviram e gritaram: “Mehr sie!!! Feuer, jetzt!!!” (Mais deles, atirem já!!!). Sem brincadeira, nessa hora eu pensei: “Estou morto, tem um tanque aqui!!!”. Gritei: “Procurem abrigo!!! Vão vão vão!!! Mecham-se!!!” – mas o tanque estava confuso, pois haviam dois focos atacando, o meu e o do Stuart, não sabia em quem atirar. Então eu fiz uma loucura: mandei meu esquadrão concentrar fogo, para me proteger, e corri em direção ao tanque. Isso mesmo, corri em direção ao tanque!!! Os Krauts, parece, que me escolheram com o alvo principal depois dessa – chegando no tanque, eu subi nele, tirei uma granada, tirei o pino dela abri a escotilha do tanque e joguei a granada lá dentro – dentro do tanque. Quando ela explodiu, os alemães começaram à recuar – Aí eles, realmente, começaram à recuar!!! Perceberam que perderam a única vantagem e começaram à recuar e nós começamos à atirar neles (revanche) os que não foram rápidos o suficiente, ficaram lá mesmo nas ruas da cidade como um lembrete de que os rapazes do Fox 18 tinham passado por ali.
Conseguimos tomar a cidade, ainda bem. Apesar de ter perdido um dos meus homens lá, foi um bom trabalho!
Em suma perdi mais 2 membros do meu grupo: Swinger e Mac (que eles descansem em paz – suas mortes não serão esquecidas, foram heróis) e me reencontrei com o resto do meu pessoal!!! Agora a próxima parada será em Carentan e nós tomaremos aquela cidade, pode apostar!!!
Bom Francis, lhe mandarei outra carta em breve, se DEUS quiser, é claro!!! Diga aos meus pais que está tudo bem, apenas diga isso, ok?
Assim que puder, te mandarei a Luger, mas por enquanto não – quando volta para a Inglaterra, talvez.
Ore por mim!!!
Um abraço do seu amigo,
Luke Oak
